Naquele leito um corpo inerte,
da boca só alguns balbúcios
à procura
da luz e do juizo que perdeu.
Presa àquela vida, a mente a descer,
num crescente alvoroço
que por dentro povoa imagens
numa condição humana de solidão.
Falta o brilho nos olhos,
muram as ausências,
num perfil perdido.
Tecer e destecer a teia da sanidade
é a esperança em uma deserta ilha
dessas humanas criaturas.
Monday, 26 July 2010
Um Acróstico
Realide que me foge.
Uma espécie de Jano sobreposto.
Inocente!
Belo!
Acabado!
Rio sem nascente, mas é o
Recurso que tenho e
O limite dos meus encantamentos.
Ser humano?! Só em raros momentos!
Uma espécie de Jano sobreposto.
Inocente!
Belo!
Acabado!
Rio sem nascente, mas é o
Recurso que tenho e
O limite dos meus encantamentos.
Ser humano?! Só em raros momentos!
Wednesday, 14 April 2010
Pupilo
Se adentro e não encontro
aquele sorriso
que é minha força
daí
os movimentos tornan-se lentos.
E num esforço violento
meus ouvidos
procuram os sons.
Só o silêncio.
Ah! O fluido desse sorriso
que emanas
e me deixa
insana, e
meus olhos
na pálida cor do ambiente
procura o brilho
da tua presença.
aquele sorriso
que é minha força
daí
os movimentos tornan-se lentos.
E num esforço violento
meus ouvidos
procuram os sons.
Só o silêncio.
Ah! O fluido desse sorriso
que emanas
e me deixa
insana, e
meus olhos
na pálida cor do ambiente
procura o brilho
da tua presença.
Humano
O oficio de ser.
Parecer?
Talvez.
mórbida noite
os sons abafados
pela nota do silêncio
imposto pela instância.
Dada a circunstâncias,
o que é ser?
Um parecer
apenas!
Nao se sabe.
E quem quer saber?
a Humanidade?
Não!
Só eu!
Parecer?
Talvez.
mórbida noite
os sons abafados
pela nota do silêncio
imposto pela instância.
Dada a circunstâncias,
o que é ser?
Um parecer
apenas!
Nao se sabe.
E quem quer saber?
a Humanidade?
Não!
Só eu!
Tuesday, 13 April 2010
Féretro
Rastejo!
Rastejas!
Este espaço ingrato
que insiste em existir
nao deixa nada fluir!
Corroboro!
Corroboras!
o vácuo
remete
àquele silêncio
que cala a voz dos cândidos.
Movimento-me!
Me movimenta!
A inércia leva à escuridão
o obscuro
leva à solidão.
Um grito sufocado
desse sentimento!
A caixa!
Encaixa?
o corpo retorce
num enlace,
movimenta-me e
que te movimenta.
Ai! Esse rebento!
Rastejas!
Este espaço ingrato
que insiste em existir
nao deixa nada fluir!
Corroboro!
Corroboras!
o vácuo
remete
àquele silêncio
que cala a voz dos cândidos.
Movimento-me!
Me movimenta!
A inércia leva à escuridão
o obscuro
leva à solidão.
Um grito sufocado
desse sentimento!
A caixa!
Encaixa?
o corpo retorce
num enlace,
movimenta-me e
que te movimenta.
Ai! Esse rebento!
Doce?
palavras voam sob o vento
nas mãos as rosas
são para mim?
Não!
oh! Doce ilusão!
Que arrasa, devasta e transforma
tudo dentro de mim.
Sangra! E é purpureo,
negritude sobre a pálida superfície
e vai pelas entranhas.
Sou estranha!
Não existo
tão pouco coexisto...
Em meio a imensa massa,
que multidão!
Sou tão pequena.
Segura minha mão
doce ilusão.
nas mãos as rosas
são para mim?
Não!
oh! Doce ilusão!
Que arrasa, devasta e transforma
tudo dentro de mim.
Sangra! E é purpureo,
negritude sobre a pálida superfície
e vai pelas entranhas.
Sou estranha!
Não existo
tão pouco coexisto...
Em meio a imensa massa,
que multidão!
Sou tão pequena.
Segura minha mão
doce ilusão.
Sunday, 21 March 2010
Companhia
Sentei-me ao lado da árvore
mirrada e
soprei o vento da vida
deixei a luz
penetrar toda a seiva
para em Maio as flores
desabrocharem e exalar
O perfume.
Agora
quero partir
para outra árvore
a suavidade do balançar das folhas
poder ver
e saber
que fui eu quem
contribuiu
para mais uma vida
Deixe-me ir!
mirrada e
soprei o vento da vida
deixei a luz
penetrar toda a seiva
para em Maio as flores
desabrocharem e exalar
O perfume.
Agora
quero partir
para outra árvore
a suavidade do balançar das folhas
poder ver
e saber
que fui eu quem
contribuiu
para mais uma vida
Deixe-me ir!
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